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Toffoli via saída do caso Master como admissão de culpa, mas cedeu a ministros para preservar STF

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Da redação

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu se afastar da relatoria do caso Master após conversas ao longo desta quinta-feira (12). Pela manhã, Toffoli havia dito a colegas que a possibilidade estava “completamente descartada” apesar das pressões, chegando a afirmar a interlocutores que sua saída seria comparável a uma admissão de culpa.

No entanto, discussões com auxiliares e outros ministros mudaram o cenário, destacando o desgaste coletivo para o tribunal e o aumento da pressão sobre o ministro. O presidente do STF, Edson Fachin, convocou reunião com os dez ministros para debater o relatório da Polícia Federal (PF), que aponta indícios de crimes envolvendo Toffoli e o Banco Master.

Segundo a Folha de S.Paulo, o relatório indica que Toffoli recebeu dinheiro da Maridt, empresa da qual ele é sócio, pela venda de sua participação no resort Tayayá a um fundo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Em nota, o ministro confirmou fazer parte da sociedade, mas afirmou “jamais ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.

Durante a reunião, Toffoli apresentou documentos e se defendeu dos questionamentos sobre sua relação com Vorcaro. Os ministros decidiram publicar declaração coletiva afirmando que não há suspeição e que todos os atos de Toffoli no caso seguem válidos, para evitar possíveis anulações e novo desgaste ao STF. Toffoli não se opôs ao consenso.

Alguns ministros criticaram a atuação da PF, alegando que a investigação foi feita sem autorização prévia do STF, como exige o procedimento para ministros da Corte. O caso agora será relatado por André Mendonça, escolhido para substituir Toffoli.