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TPI avalia caso contra ex-presidente das Filipinas por mortes na guerra às drogas


Da redação

Juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) iniciaram esta semana, em Haia, na Holanda, uma audiência de confirmação das acusações contra o ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. O processo busca determinar se há provas suficientes para levá-lo a julgamento por supostos crimes contra a humanidade, ligados a assassinatos durante a chamada “guerra contra as drogas” no país. A audiência preliminar, iniciada na segunda-feira, deve durar quatro dias.

Segundo a juíza presidente do TPI, Iulia Antoanella Motoc, nesta etapa não será tomada nenhuma decisão sobre a culpa ou inocência de Duterte. O ex-líder, de 80 anos, é acusado de delitos cometidos entre 1 de novembro de 2011 e 16 de março de 2019, período em que foi prefeito e vice-prefeito de Davao City, além de presidente filipino.

A promotoria lista três acusações de crimes contra a humanidade: assassinatos em Davao por meio do chamado “Esquadrão da Morte”, mortes de supostos “alvos de alto valor” durante a presidência de Duterte e homicídios em operações em vários distritos do país. De acordo com a acusação, Duterte e seus cúmplices tinham “um plano comum para neutralizar supostos criminosos nas Filipinas por meio de crimes violentos”.

Duterte foi preso em 12 de março de 2025 pelas autoridades filipinas e entregue ao TPI, onde permanece detido no Centro de Detenção em Scheveningen, Holanda. Os promotores devem apresentar provas correspondentes para cada acusação, sendo a defesa liderada por Nicholas Kaufman responsável por contestá-las. Representantes legais de 539 vítimas também participam da audiência.

Após a audiência, os juízes têm 60 dias para decidir se o caso prosseguirá para julgamento, com possibilidade de confirmar todas, algumas ou nenhuma das acusações. O TPI é o tribunal internacional responsável por julgar crimes graves, como genocídio e crimes contra a humanidade, baseado no Estatuto de Roma, em vigor desde 2002.