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Transição | No DF, 11 seguem com Ibaneis; na nacional, 67 são investigados na equipe de Lula

Da redação do Conectado ao Poder

Os trabalhos de transição de governo estão acontecendo a todo vapor, tanto em âmbito local quanto nacional. As articulações são realizadas a todo tempo, com definições de nomes que permanecem, no caso do DF, e de quem ajuda o presidente Lula na caminhada, mas algumas pessoas que acompanham o petista são figuras marcadas pela Justiça.

Governo Ibaneis

Alguns nomes que vão comandar secretarias no segundo mandato de Ibaneis Rocha já foram anunciados, e pelo menos 11 integrantes da atual gestão permanecem. Paco Britto, atual vice-governador, assume a Secretaria de Relações Internacionais, Ney Ferraz permanece secretário de Planejamento, Orçamento e Administração, o comando da Secretaria de Saúde continua por Lucilene Florêncio e o setor educacional segue nas mãos da secretária Hélvia Paranaguá.

Ibaneis também já comunicou que Bartolomeu Rodrigues se mantém na pasta da Cultura, Mateus Oliveira, atual secretário de Habitação, segue com os trabalhos. Além de Ney Ferraz, a equipe de transição também conta com os secretários da Casa Civil, Gustavo Rocha, de Governo, José Humberto Pires e de Comunicação, Wellington Moraes.

Marcela Passamani voltou ao cargo de secretária de Justiça e Cidadania, no final de novembro, do qual tinha se afastado para se candidatar a deputada federal pelo PL. Passamani deve seguir, do mesmo modo, no segundo governo de Ibaneis.

Governo Lula

A equipe de transição de Lula conta com pelo menos 67 pessoas que são ou já foram investigadas pelas polícias, pelos órgãos de controle ou pelo Ministério Público. Algumas figuras estiveram envolvidas em escândalos desvendados pela Operação Lava Jato, como Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento e das Comunicações, que chegou a ser preso em 2016.

Além de Paulo, confira outros nomes conhecidos que estão no processo de transição, que são ou já foram carimbados na Justiça.

Gleisi Hoffmann: responde a inquérito por corrupção em contrato do antigo Ministério do Planejamento.

Renan Calheiros: investigado em diversos inquéritos, sendo alvo da operação Lava Jato. Foi indiciado em 2021 pela Polícia Federal por corrupção e lavagem de dinheiro por um suposto recebimento de R$ 1 milhão em propinas da Odebrecht.

Jader Barbalho: investigado em diversos inquéritos, sendo alvo da operação Lava Jato. Em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou uma investigação sobre ele que apurava suspeitas de peculato, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Kátia Abreu: foi investigada em um desdobramento da Operação Lava Jato por suposto recebimento de R$ 500 mil da Odebrecht por meio de caixa dois. O inquérito foi arquivado pelo STF.

Manuela d’Ávila: em 2017, foi acusada de receber caixa dois via doações de campanha.

Randolfe Rodrigues: acusado de ter recebido mesadas do então governador do Amapá, João Capiberibe, entre os anos de 1999 e 2002.