Início Brasil Lula ordena translado do corpo de Juliana Marins após tragédia na Indonésia

Lula ordena translado do corpo de Juliana Marins após tragédia na Indonésia

Da redação do Conectado ao Poder

Após conversas com a família, o presidente Lula se comprometeu a apoiar no traslado do corpo da jovem brasileira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao Ministério das Relações Exteriores que providencie o translado do corpo de Juliana Marins, brasileira de 26 anos que faleceu na Indonésia. A jovem estava viajando pela Ásia desde fevereiro e faleceu após ficar quatro dias presa em um vulcão.

No último dia 26 de junho, Lula conversou por telefone com Manoel Marins, pai de Juliana, e expressou sua solidariedade à família “neste momento de tanta dor”. Ele ressaltou a necessidade de oferecer todo o apoio necessário, incluindo o traslado do corpo para o Brasil.

A decisão do presidente ocorreu após pressão nas redes sociais e por parte de parlamentares. O deputado federal Filipe Barros, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, havia criticado a falta de apoio do governo federal à família, lembrando que o mesmo Itamaraty custeou a ida de um avião para buscar uma ex-primeira-dama condenada por corrupção no Peru.

No dia anterior à conversa com Lula, o Itamaraty tinha informado que, em casos de falecimento de cidadãos brasileiros no exterior, costuma prestar apoio, mas que o translado dos corpos era responsabilidade das famílias, conforme a legislação vigente.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, também se comprometeu a arcar com os custos do traslado de Juliana para sua cidade natal, onde será sepultada. As autoridades indonésias anunciaram que o corpo da jovem será transportado para Bali nesta quinta-feira, onde passará por autópsia para determinar a causa da morte.

Juliana Marins era natural de Niterói e trabalhava como publicitária. O monte Rinjani, onde aconteceu a tragédia, é uma popular atração turística na Indonésia, com 3.726 metros de altura, sendo o segundo maior vulcão do país. O caso gerou grande comoção nas redes sociais e levantou discussões sobre a responsabilidade do governo em casos semelhantes.