Início Mundo Transportadoras querem respostas sobre tensões em Hormuz após novos avisos do Irã

Transportadoras querem respostas sobre tensões em Hormuz após novos avisos do Irã


Da redação

Empresas de navegação pediram nesta quarta-feira (8) mais clareza sobre os termos do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã antes de retomar operações no estreito de Hormuz, importante rota por onde passa cerca de 20% das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). O Irã afirmou que o estreito segue fechado para embarcações sem autorização, advertindo que navios sem permissão “serão alvejados e destruídos”.

A TV estatal iraniana informou que a primeira embarcação cruzou o estreito com aval do Irã após o cessar-fogo, embora a identidade não tenha sido confirmada. Dados da MarineTraffic indicam que navios de armadores gregos e chineses já passam pela região. O Irã firmou acordos de passagem segura com países como Índia e Iraque, mas grandes empresas do setor permanecem cautelosas.

A dinamarquesa Maersk avalia que o cessar-fogo pode criar oportunidades, mas ainda não traz segurança plena. A alemã Hapag-Lloyd quer confirmar a manutenção do acordo antes de aceitar pedidos. Rolf Habben Jansen, CEO da Hapag-Lloyd, estima que a normalização dos fluxos deve levar de seis a oito semanas. Lars Barstad, CEO da Frontline, destaca que o impacto do cessar-fogo ainda é incerto. Jakob Larsen, diretor da Bimco, alertou que embarcações sem coordenação prévia com EUA e Irã enfrentam risco elevado.

Segundo o Joint Maritime Information Center da Marinha dos EUA, desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, quase 30 incidentes marítimos foram registrados na região. Até terça-feira, havia 187 petroleiros transportando 172 milhões de barris no Golfo, conforme a consultoria Kpler.

O Reino Unido informou nesta quarta que vai atuar junto aos setores de navegação, seguros e energia para restaurar a confiança no uso do estreito de Hormuz.