Da redação
O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a demissão do delegado da Polícia Civil Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado da Cunha. A decisão, assinada pelo desembargador Álvaro Torres Júnior, determinou que o governo do estado não execute, publique ou formalize a exoneração até nova deliberação judicial.
O magistrado afirmou que as informações apresentadas pela defesa “recomendam, por ora, a preservação do estado atual, diante do risco de consumação do ato administrativo antes da apreciação mais aprofundada da controvérsia”. Assim, Da Cunha permanece no cargo até que o Tribunal de Justiça julgue o mérito da ação movida por ele.
O processo administrativo que resultou na demissão do delegado está relacionado ao sequestro de um homem na favela da Nhocuné, zona leste de São Paulo, em julho de 2020. Conforme depoimentos da vítima e de policiais, dois agentes localizaram o cativeiro, prenderam o suspeito e libertaram o sequestrado.
Segundo as investigações, Da Cunha teria determinado que a vítima retornasse ao local do sequestro, na presença do criminoso, para reconstituir a ação diante das câmeras de uma equipe própria. Imagens dessa encenação foram distribuídas para emissoras e divulgadas nas redes sociais do delegado, contribuindo para ampliar seu público e alcance digital.




