Da redação
Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiram manter a decisão que leva os policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado a júri popular sob acusação de envolvimento na morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Segundo a decisão confirmada pela defesa da família e pelo advogado João Carlos Campanini, defensor de Macedo, ainda não há data marcada para o julgamento.
A defesa de Macedo afirmou respeitar, mas não concordar com a decisão da Justiça, alegando que “os aspectos da legítima defesa estão devidamente comprovados nos autos e os acusados não deveriam ser submetidos a júri popular”. Os policiais respondem ao processo em liberdade. De acordo com a magistrada Luiza Torggler Silva, responsável pela decisão de envio ao júri, Macedo agiu “com ânimo homicida, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima”, enquanto Prado prestou auxílio material e moral no episódio.
O estudante teria sido abordado na avenida Conselheiro Rodrigues Alves, após tocar em um retrovisor de viatura policial. Conforme relato presente nos autos, Macedo passou a perseguir o jovem, que correu para o hotel onde estava hospedada uma jovem com quem se relacionava. Encurralado em um portão, Marco Aurélio foi baleado na barriga pelo soldado Macedo, enquanto Prado teria contribuído com um chute durante a abordagem.
O inquérito policial e pareceres do Ministério Público classificaram o caso como homicídio doloso. Macedo e Prado não foram presos preventivamente. Prado chegou a ser detido em outro episódio de violência doméstica, mas recebeu liberdade por decisão judicial. Procedimento administrativo recomenda a expulsão de Macedo e o arquivamento do caso contra Prado, dependendo de ato do comando da Polícia Militar.



