Da redação
O fim da janela partidária e do prazo para renúncia de prefeitos e governadores que disputarão outros cargos nas eleições de outubro alterou o quadro político nos estados, fortalecendo legendas de direita e centro-direita. Segundo levantamento, 11 governadores e 20 prefeitos deixaram seus cargos até sábado (4), olho em vagas na Presidência, governos estaduais e Senado.
O PSD foi o partido que mais cresceu em número de governadores, saltando de dois, em 2022, para seis gestores, assumindo estados estratégicos como Minas Gerais após a renúncia de Romeu Zema (Novo). O partido, contudo, não apresenta unidade em torno de Ronaldo Caiado: governadores do Nordeste buscam articulações com Lula (PT), enquanto outros sinalizam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e ao próprio Zema.
Entre partidos de centro-direita, o PP passou de dois para quatro governadores, ao conquistar Paraíba e Distrito Federal; na Paraíba, a sigla busca aliança com o PT, enquanto em outros estados aproxima-se do PL. O MDB também duplicou de dois para quatro governadores com a posse de Daniel Vilela em Goiás e Ricardo Ferraço no Espírito Santo. O PT manteve quatro governadores; o PSB perdeu força, deixando o comando do Espírito Santo e da Paraíba.
Nos municípios, ao menos 20 prefeitos renunciaram para pleitear cargos maiores. O União Brasil segue com o maior número de prefeituras de capitais, agora com seis, enquanto o Podemos cresceu com filiações em Florianópolis e Maceió. O PL perdeu espaço, deixando de comandar três capitais, como Maceió e Rio Branco.
O número de mulheres à frente de capitais dobrou, com Cris Samorini (PP), em Vitória, e Esmênia Miranda (PSD), em São Luís, que será a primeira mulher negra a titularizar a prefeitura da cidade. Prefeitos substitutos deverão permanecer no comando até o fim de 2028.







