Da redação
A janela partidária de 2026 provocou uma ampla reconfiguração na Câmara dos Deputados, com ao menos 120 parlamentares trocando de partido antes das eleições de outubro. O PL saiu como principal beneficiado, ampliando sua bancada de 86 para 101 deputados e se consolidando como maior legenda da Casa. O PP também registrou crescimento, de 50 para 54 parlamentares, enquanto o Podemos saltou de 16 para 24 deputados. PSDB (14 para 19) e PSB (16 para 20) também expandiram suas bancadas.
Algumas legendas tiveram variações menores. O PSD manteve seus 47 deputados. Partidos como PSOL, PCdoB, Solidariedade, PV e Rede obtiveram ganhos pontuais de uma cadeira cada.
Em contrapartida, o União Brasil foi quem mais perdeu espaço, recuando de 59 para 44 deputados, uma baixa de 15 cadeiras. O PDT encolheu de 16 para 6 parlamentares. MDB (de 42 para 37), Republicanos (de 44 para 41), Avante (de 8 para 4), PRD (de 5 para 2) e Cidadania (de 4 para 2) também somaram perdas. O PT teve leve queda, de 67 para 66 deputados, mas manteve-se como a segunda maior bancada.
O principal motor das mudanças foram articulações regionais, com deputados buscando legendas mais competitivas em seus estados, mirando eleições ao Senado, governos estaduais e melhor desempenho nas chapas proporcionais. São Paulo, Minas Gerais e Ceará concentraram os movimentos mais intensos de troca.
No Senado, nove parlamentares mudaram de sigla, em destaque para o avanço do PL, que atraiu senadores do União Brasil, e as perdas do PSD. A legislação eleitoral permite as trocas em anos de eleição sem perda de mandato, mecanismo que segue impulsionando a reorganização política. Agora, as siglas iniciam a consolidação das candidaturas para as convenções nos próximos meses.







