Da redação
Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, avaliam que sua recente decisão de substituir o comando da Casa Civil é o principal indicativo de que ele desistiu da corrida presidencial e buscará a reeleição ao governo estadual. A mudança ocorreu na quinta-feira, 22, quando Arthur Lima, amigo pessoal e até então secretário da pasta, foi transferido para a Secretaria de Justiça e Cidadania.
Assumiu a Casa Civil Roberto Carneiro, presidente do Republicanos em São Paulo, partido de Tarcísio. Carneiro tem perfil reconhecido como mais habilidoso na articulação política, ao contrário de Lima, alvo de críticas de prefeitos, deputados estaduais e colegas de governo, que o consideravam pouco eficaz no relacionamento com a base.
A nomeação de Carneiro foi vista nos bastidores como tentativa de fortalecer o diálogo com aliados e melhorar a articulação, sobretudo com lideranças do interior do estado. Esse movimento é interpretado por políticos próximos ao governador como um sinal de que Tarcísio pretende concentrar esforços em São Paulo.
Antes disso, as declarações públicas de apoio de Tarcísio a Flávio Bolsonaro eram consideradas tímidas, mas, agora, a mudança no núcleo político de seu governo é tomada como gesto concreto de afastamento de um projeto presidencial em 2026.
Segundo esses aliados, com a troca na Casa Civil, a prioridade do governador deverá ser a consolidação de sua base política visando à reeleição para o Palácio dos Bandeirantes, deixando de lado qualquer ambição de disputar a Presidência da República no próximo pleito.





