Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado, 23, que um acordo com o Irã, prevendo a abertura do Estreito de Ormuz, foi “em grande parte negociado” após conversas telefônicas com aliados na região, incluindo Israel. Trump explicou que detalhes finais seguem em discussão e devem ser anunciados em breve.
Pelas redes sociais, Trump afirmou ter conversado com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia, Bahrein e Israel, tratando de um Memorando de Entendimento para a paz. Segundo Trump, a abertura do Estreito de Ormuz é um dos principais pontos do acordo.
Funcionários dos Estados Unidos e aliados expressaram otimismo quanto à iminência de um acerto capaz de pôr fim ao conflito. Um funcionário regional, que acompanhou mediações lideradas pelo Paquistão, avaliou que a rodada mais recente de negociações representou um avanço significativo, segundo apuração, embora tenha alertado para possíveis “disputas de última hora”.
O possível entendimento, conforme relatado por esse funcionário, incluiria uma declaração formal de fim da guerra, dois meses de negociações sobre o programa nuclear iraniano, reabertura do Estreito de Ormuz e término do bloqueio americano aos portos do Irã. Negociações, no entanto, ainda estão em curso.
O Irã indicou redução das divergências após novas conversas mediadas pelo chefe do Exército paquistanês em Teerã. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse na Índia que “algum progresso foi feito” e que “pode haver novidades ainda hoje”, sinalizando avanços, mas sem confirmar desfecho.
Segundo fontes oficiais, não é a primeira vez nas últimas semanas que um acordo é considerado iminente. O Estreito de Ormuz permanece um ponto estratégico para o comércio global de petróleo e representa fator central nas negociações conduzidas por Estados Unidos e Irã.






