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Trump afirma que Venezuela ainda não está pronta para eleições após queda de Maduro


Da redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Venezuela ainda não está pronta para eleições, citando avanços desde a intervenção de Washington que resultou na prisão de Nicolás Maduro em Caracas e à ascensão da líder interina Delcy Rodríguez ao poder. Trump elogiou Delcy e afirmou que “muito progresso foi feito”, destacando o papel da produção de petróleo venezuelana, que atualmente é enviada aos Estados Unidos para refino em Houston e Louisiana. Segundo ele, os lucros do petróleo ajudaram a custear a intervenção militar.

Após a intervenção americana, o regime venezuelano libertou centenas de presos políticos e anunciou o fechamento do Helicóide, conhecido centro de repressão. No entanto, organizações de direitos humanos registram que ainda há diversas pessoas detidas sem julgamento e novas prisões ocorreram desde então. Um relatório da missão de investigação da Organização das Nações Unidas indicou que o aparato repressivo não foi desmantelado e a advogada Maria Eloisa Quintero afirmou que “não se pode dizer que a Venezuela esteja verdadeiramente no caminho da reforma dos direitos humanos”.

Com a saída de Maduro, empresas americanas como a Chevron ampliaram investimentos na extração de petróleo venezuelano, considerada a maior reserva do mundo. Delcy declarou que os novos acordos com multinacionais permitirão avanço significativo na produção e que “a receita gerada beneficiará diretamente o povo venezuelano”. Trump também opinou sobre a oposição, ao afirmar que María Corina Machado, principal liderança opositora, “não tem o suporte ou respeito do povo”, destacando que ela tentou transferir o poder a Edmundo González, mas foi desencorajada pelo republicano.

María Corina Machado deixou a Venezuela após aumento da repressão posterior às eleições de 2024, quando Maduro foi reconduzido ao poder em meio a denúncias de fraude feitas por instituições independentes. Um mês após os terremotos que atingiram o país, que, segundo dados oficiais, causaram pelo menos 5.398 mortes, Machado se manifestou em redes sociais pedindo solidariedade. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a líder opositora “poderia ter um papel” na reconciliação nacional.