Da redação
Donald Trump anunciou que os Estados Unidos fecharam um acordo para obter o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas de petróleo na Venezuela, volume equivalente a cerca de 21% das reservas do país sul-americano, sem custo para o contribuinte americano. O presidente chamou a medida de “o maior acordo petrolífero da história do mundo” e afirmou que poderá mais que dobrar as reservas dos EUA.
O anúncio foi feito por Trump em sua rede social, Truth Social. Segundo ele, a negociação foi conduzida pelo secretário de Estado Marco Rubio e pelo secretário de Guerra Pete Hegseth, em parceria com Delcy Rodriguez, presidente interina da Venezuela, e com apoio do setor privado. O acordo ocorre após negociações entre os governos norte-americano e venezuelano envolvendo mais de 12 campos petrolíferos, incluindo ativos antes controlados pela China.
De acordo com Rubio, o pacto representa “uma enorme vitória tanto para o povo americano quanto para o venezuelano” e deve trazer cerca de US$ 100 bilhões em investimentos privados, além de apoiar milhares de empregos na Venezuela. Trump também afirmou que a iniciativa vai reduzir substancialmente os preços da gasolina nos Estados Unidos.
O contexto das negociações inclui a operação militar dos EUA que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro. Maduro está preso em Nova York aguardando julgamento. Após o episódio, Delcy Rodriguez, então vice, foi nomeada presidente interina. O governo americano flexibilizou sanções contra a Venezuela, reabrindo espaço para empresas do setor petrolífero. No cenário internacional, a Venezuela avalia sua permanência na Organização dos Países Exportadores de Petróleo, da qual é membro fundador desde 1960.



