Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (5) um novo documento que redefine a estratégia nacional de contraterrorismo do país, priorizando, pela primeira vez em 25 anos, o combate aos cartéis de drogas como principal ameaça, acima de organizações jihadistas. O anúncio ocorreu em Washington, um dia antes do encontro de Trump com Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o diretor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional, Sebastian Gorka, a estratégia estabelece três categorias principais de ameaça: narcoterroristas e gangues transnacionais, terroristas islamistas e extremistas de esquerda violentos, incluindo anarquistas e antifascistas. O objetivo declarado é incapacitar cartéis e gangues que exportam drogas e pessoas para os Estados Unidos.
Para justificar a medida, o documento aponta que, durante 12 meses do governo Biden, mais cidadãos americanos morreram devido às drogas trazidas pelos cartéis do que todos os militares norte-americanos mortos em combate desde 1945. A decisão ocorre em meio a intensificação de operações dos EUA contra embarcações suspeitas de ligação com o narcotráfico.
Em entrevista, Sebastian Gorka afirmou que a nova estratégia é “guiada pelo princípio de que a América é nossa pátria e deve ser protegida”. Ele explicou que o plano prioriza a neutralização de ameaças hemisféricas e o enfraquecimento operacional de cartéis e gangues, além do foco em grupos políticos considerados violentos de orientação radicalmente transgênero, antiamericana ou anarquista, como o Antifa.
Gorka declarou que as autoridades utilizarão “todas as ferramentas constitucionalmente disponíveis” para mapear, identificar e desarticular esses grupos, detalhando que agentes americanos vão se reunir com parceiros internacionais para discutir o fortalecimento do combate a ameaças terroristas, em especial ligadas ao Irã e ao estreito de Hormuz.
O diretor de contraterrorismo afirmou ainda que a estratégia prevê esforços para conter grupos de direita violentos. O documento destaca também o compromisso de pressionar e destruir organizações jihadistas globais, com menção direta a Al-Qaeda e outros movimentos do mesmo perfil.







