Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira (9) uma ordem executiva de emergência para proteger as receitas petrolíferas da Venezuela mantidas em território americano. A medida impede que tais recursos sejam confiscados por tribunais ou credores. O anúncio oficial foi feito no sábado (10), poucos dias após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas em Caracas.
Segundo a Casa Branca, a ordem visa promover a política externa dos EUA e aproveitar recursos em fundos de governos estrangeiros para fomentar a paz, a prosperidade e a estabilidade na Venezuela. A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 bilhões de barris, conforme dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Na última quinta-feira (8), Trump recebeu na Casa Branca grandes empresas do setor de petróleo e gás, incluindo representantes de companhias americanas, da italiana Eni e da espanhola Repsol. Durante a reunião, Trump afirmou que “tomaremos a decisão sobre quais as empresas petrolíferas que irão para lá, quais permitiremos que o façam, e firmaremos um acordo com essas empresas. Provavelmente, faremos hoje ou pouco depois”.
O presidente salientou que a falta de garantias de segurança era um entrave para investimentos estrangeiros no setor petrolífero venezuelano, mas assegurou que agora existe “seguridade total”. Atualmente, a produção da Venezuela está limitada a cerca de 1 milhão de barris por dia, devido à escassez de investimentos e ao mau estado das infraestruturas.
As ações de Trump refletem o esforço dos Estados Unidos em influenciar o futuro do mercado petrolífero venezuelano e em determinar quais empresas poderão explorar os vastos recursos do país sul-americano.






