Da redação
Donald Trump assinou uma proclamação que flexibiliza por 90 dias as importações de carne bovina magra nos Estados Unidos, autorizando a entrada de até 300 mil toneladas a partir de 1º de setembro de 2026, conforme a Casa Branca. O objetivo declarado é ampliar a oferta, aliviar o impacto da inflação de alimentos e permitir que o rebanho doméstico americano cresça.
Segundo a porta-voz Anna Kelly, Trump obteve compromisso de exportadores para vender o produto 25% abaixo dos preços atuais. O governo dos Estados Unidos prevê monitorar os preços de importação e pode eliminar imediatamente qualquer cota remanescente caso a carne não seja comercializada pelo valor estipulado. Exportadores, porém, alertam para dificuldades práticas na garantia do desconto, devido à influência de processadores e distribuidores nos preços finais.
A cota ampliada exclui países com cotas tarifárias específicas, como Argentina, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia, Canadá e México, beneficiando principalmente o Brasil. Fernando Herrera, presidente da Associação de Produtores e Exportadores da Argentina, afirmou que “quase a totalidade do fornecimento deva vir do Brasil”, destacando a capacidade do país em volume e estrutura comercial para atender à demanda.
O Ministério da Agricultura brasileiro considera o Brasil apto a capturar grande parte do novo mercado, já que a tarifa reduzida será de US$ 44 por tonelada, ante a tarifa extra-cota atual de 26,4%. De janeiro a julho de 2026, o Brasil exportou 233,8 mil toneladas aos Estados Unidos, alta de 17,1% em relação ao mesmo período anterior, gerando receita de US$ 1,54 bilhão.



