Da redação
WASHINGTON, EUA – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou na terça-feira (21) do evento “A América Lê a Bíblia”, promovido pelo Museu da Bíblia de Washington. No vídeo gravado para a ocasião, Trump leu um trecho do sétimo capítulo de 2 Crônicas, no Antigo Testamento, olhando diretamente para a câmera. A passagem remete à dedicatória do templo por Salomão em Jerusalém e traz a promessa divina de ouvir orações e curar a terra, desde que o povo se arrependa.
A participação ocorre após a polêmica envolvendo uma imagem gerada por inteligência artificial, na qual Trump aparecia semelhante a Jesus. A publicação, feita nas redes sociais, foi apagada após críticas de apoiadores cristãos. “Eu achei que era eu como médico [na imagem]”, justificou o presidente.
Além do episódio, Trump intensificou atritos com o papa Leão 14, chamando o pontífice de “terrível” e “fraco” após críticas às ações americanas no Irã. “O papa disse coisas que estão erradas e ele é contra o que estou fazendo no Irã, e não podemos ter um Irã nuclear”, afirmou Trump na Casa Branca. O papa, por sua vez, declarou não temer retaliações do republicano e prometeu continuar se posicionando contra guerras.
O comportamento recente de Trump, considerado errático até por aliados, inclui ameaças de destruir infraestruturas iranianas em meio a negociações de paz. Segundo Aaron Kall, diretor de debates da Universidade de Michigan, Trump adota um fluxo de falas e ações para desviar o foco público de diferentes temas, estratégia que reflete tanto frustrações políticas quanto tentativa de controlar o ciclo de notícias.
Kall aponta semelhanças entre a postura de Trump e a chamada “teoria do louco”, utilizada por Richard Nixon durante a Guerra do Vietnã para intimidar adversários. No entanto, para o especialista, o contexto atual envolve também desgaste político e queda nas pesquisas, o que pode impulsionar as atitudes voláteis do presidente.






