Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o Irã nesta quinta-feira (26) para “levar a sério” uma proposta de acordo para encerrar quase quatro semanas de combates. A declaração veio após o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmar que Teerã estava analisando a proposta dos EUA, mas negou conversas sobre o fim da guerra, ressaltando que mensagens trocadas por intermediários, como o Paquistão, não configuram negociação ou diálogo direto.
Trump afirmou em postagem no Truth Social que o Irã foi “militarmente obliterado, com zero chance de retorno” e estava “implorando” por um acordo, acrescentando que os negociadores iranianos são “muito diferentes e ‘estranhos’” e deveriam “levar a sério logo, antes que seja tarde demais”.
O Paquistão confirmou que “conversas indiretas” ocorrem entre Teerã e Washington, com apoio de países como Turquia e Egito. A proposta dos EUA, enviada pelo Paquistão, inclui 15 pontos que vão do desmantelamento do programa nuclear iraniano à entrega do controle do Estreito de Ormuz. O Irã, porém, endureceu sua posição, exigindo garantias contra ataques futuros, compensação por perdas e controle formal do Estreito, além da inclusão do Líbano no acordo de cessar-fogo.
Nesta quinta-feira, o Irã lançou ondas de mísseis contra Israel, ferindo pelo menos cinco pessoas. Ataques também atingiram cidades iranianas, matando dois adolescentes em Shiraz, segundo a agência iraniana Tasnim. Israel afirmou ter matado um comandante iraniano e que outros alvos seriam perseguidos.
Autoridades israelenses afirmaram que retiraram Araqchi e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, de sua lista de alvos após solicitação do Paquistão, que pediu cautela a Washington. Um alto oficial da defesa israelense expressou ceticismo quanto à aceitação do acordo por parte do Irã.





