Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursará nesta terça-feira (24) ao Congresso no tradicional Estado da União, poucos dias após sofrer um revés significativo na Suprema Corte, que derrubou sua principal política tarifária. Trump promete uma fala “desafiadora” e “longa”, com tom histórico devido ao 250º aniversário da independência do país, segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que afirmou à Fox News que o discurso terá momentos “emocionantes, comoventes e leves”. O evento terá início às 23h (horário de Brasília) e promete debates acalorados no plenário.
No último discurso, há um ano, Trump prometeu uma “era de ouro” aos americanos, mas enfrenta críticas por inflação persistente, crescimento econômico modesto (2,2% em 2025) e impasses políticos, especialmente com os democratas. O presidente, que chegou ao poder sob o slogan “Estados Unidos primeiro”, não conseguiu realizar totalmente essa promessa. Apenas os números do emprego permanecem positivos, enquanto a inflação registrou 2,9% em dezembro de 2025.
A decisão recente da Suprema Corte frustrou a estratégia econômica de Trump baseada em tarifas, ao determinar que mudanças só podem ser feitas com aprovação do Congresso — hoje travado entre republicanos e democratas. Trump se disse “envergonhado” pela decisão, acusando os seis juízes que votaram contra suas tarifas de serem “vendidos”.
O discurso anual acontece em meio a protestos: parte da bancada democrata planeja se ausentar, criticando as políticas de imigração linha-dura de Trump. O Congresso, que retorna às sessões sem acordo sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna, enfrenta impasse sobre as agências de imigração, alvo de exigências democratas por maior transparência.
Com menos de 50% de aprovação nas pesquisas, Trump mantém apoio firme entre seus eleitores, enquanto democratas se mostram mobilizados para as eleições de meio de mandato em novembro. Para contrapor críticas, Trump convidou a seleção masculina de hóquei, vencedora do ouro olímpico, enquanto democratas levaram vítimas de Jeffrey Epstein.






