Início Mundo Trump promete impulsionar a economia da Hungria caso Orbán vença as eleições

Trump promete impulsionar a economia da Hungria caso Orbán vença as eleições


Da redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (10) que pretende “fortalecer a economia da Hungria” caso o atual primeiro-ministro, Viktor Orbán, permaneça no cargo após as eleições deste domingo (12). Em sua rede Truth Social, Trump declarou que seu governo está pronto para usar “todo o poderio econômico dos EUA” em auxílio a Orbán e ao povo húngaro, como “nosso governo fez para aliados no passado”.

A movimentação é interpretada como mais uma interferência direta de Trump no processo eleitoral húngaro, em uma disputa em que Orbán, no poder há 16 anos, aparece atrás da coalizão centrista de Péter Magyar por dez pontos percentuais, segundo pesquisas. O vice-presidente americano, J.D. Vance, esteve nesta semana na Hungria e transmitiu apoio pessoal de Trump ao premiê, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, também visitou o país para apoiar Orbán.

O domingo será decisivo para cerca de 8,1 milhões de eleitores húngaros, que definirão se Orbán continuará no poder após sucessivos mandatos marcados por conservadorismo e mudanças nas instituições, como controle da imprensa e alterações nas regras eleitorais.

O governo brasileiro acompanha de perto o pleito, avaliando o processo como um teste para medir a eficácia das ações de Trump e possíveis impactos em relação ao cenário eleitoral brasileiro em outubro. Segundo integrante do governo Lula, a eleição na Hungria é considerada uma “lição de casa” para o Palácio do Planalto sobre possíveis tentativas de interferência americana. As eleições na Colômbia e no Peru também estão sob observação.

Reportagens ainda revelam a atuação ativa dos serviços de inteligência russos em favor da reeleição de Orbán. O Kremlin, segundo investigações e documentos do Parlamento Europeu, emprega táticas que incluem mídias digitais e ações de desinformação, aumentando a tensão com a União Europeia, que vê a proximidade entre Orbán e Vladimir Putin como ameaçadora diante da guerra na Ucrânia.