Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta dificuldades em sua iniciativa de redesenhar distritos eleitorais para o Congresso nas eleições de novembro. Nesta terça-feira, senadores da Carolina do Sul rejeitaram uma proposta do Partido Republicano, enquanto um tribunal federal suspendeu o novo mapa eleitoral do Alabama.
Com o início do voto presencial antecipado nas primárias da Carolina do Sul, o Senado estadual rejeitou o plano republicano que previa o cancelamento das eleições primárias para o Congresso e a realização de uma nova disputa já sob distritos redesenhados. A medida atenderia aos interesses do Partido Republicano.
A tentativa no estado faz parte de uma estratégia republicana mais ampla, estimulada por Donald Trump, para redesenhar distritos eleitorais e garantir a manutenção da maioria do partido na Câmara dos Representantes nas eleições de meio de mandato. Essa movimentação ganhou força após decisão da Suprema Corte dos EUA que restringiu proteções a minorias garantidas pela Lei Federal dos Direitos de Voto.
No Alabama, um painel federal de três juízes concedeu liminar proibindo o uso de um mapa eleitoral elaborado por republicanos ao considerar que o plano “discriminou intencionalmente com base na raça”, pois estabelecia apenas um distrito de maioria negra. A Justiça determinou que o estado mantenha o mapa anterior, imposto pelo tribunal, que inclui dois distritos com significativa população negra.
O procurador-geral do Alabama, Steve Marshall, do Partido Republicano, anunciou que recorrerá rapidamente ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos e disse acreditar em vitória na instância superior.
Apesar dos avanços republicanos na disputa nacional pelo redesenho distrital, os democratas comemoraram a decisão judicial no Alabama, enquanto continuam enfrentando as próprias derrotas em outras regiões do país.






