Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, partiu nesta terça-feira (12) em direção a Pequim para se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping. A visita, marcada para quinta e sexta-feira, ocorre diante de tensões envolvendo Taiwan e o conflito no Oriente Médio.
Trump declarou esperar uma reunião produtiva, mesmo diante de possíveis desentendimentos relacionados à guerra contra o Irã, aliado da China. O republicano afirmou aos jornalistas que pretende discutir esse tema com Xi Jinping, mas ressaltou que não necessita do apoio chinês em relação ao Irã.
O presidente destacou que “a China não causou problemas” sobre o bloqueio norte-americano aos portos iranianos e afirmou sobre Xi Jinping: “É alguém com quem nos damos bem”. Ele acrescentou, ainda, que “coisas boas vão acontecer” durante a visita oficial à China.
Apesar do tom otimista apresentado por Trump, as relações bilateral seguem marcadas por intensas disputas nos campos militar, diplomático, tecnológico e econômico. Vendas de armas dos EUA a Taiwan, tarifas alfandegárias e o controle chinês sobre exportações de terras raras permanecem pontos de atrito.
Na delegação americana, estarão presentes os executivos Elon Musk, da Tesla, Tim Cook, da Apple, e Kelly Ortberg, da Boeing. Trump espera conquistar grandes contratos e investimentos em meio a pesquisas desfavoráveis e à alta da inflação nos Estados Unidos, enquanto a China enfrenta baixo consumo interno e crise no setor imobiliário.
A visita também foi adiada devido à guerra iniciada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz. O fornecimento de armas a Taiwan pelos EUA e as sanções americanas à compra de petróleo iraniano pela China são apontados como pontos sensíveis nas relações bilaterais.






