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TSE define tempo de propaganda e campanhas ajustam estreia no rádio e na televisão

Por Alex Blau Blau

Lula terá a maior participação nos programas eleitorais, seguido por Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury, enquanto outras candidaturas ficarão sem espaço na propaganda gratuita

O Tribunal Superior Eleitoral definiu a distribuição do tempo reservado à propaganda eleitoral gratuita dos candidatos à Presidência da República em 2026. A divisão foi oficializada nesta quinta feira, 20 de agosto, e já orienta a preparação das campanhas para a estreia dos programas no rádio e na televisão.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá o maior espaço entre os concorrentes. A coligação que sustenta sua candidatura contará com 5 minutos e 31 segundos em cada bloco, além de 433 inserções ao longo do primeiro turno.

Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 4 minutos e 20 segundos e 339 inserções. Ronaldo

Caiado terá 2 minutos e 2 segundos por bloco, além de 159 inserções. Augusto Cury ficará com 35 segundos e 47 inserções.

A propaganda do primeiro turno será exibida entre 28 de agosto e 1º de outubro. Para a disputa presidencial, os programas em bloco serão apresentados às terças feiras, quintas feiras e sábados, duas vezes ao dia. Como o início do período ocorre em uma sexta feira, a primeira exibição dos presidenciáveis será no sábado, 29 de agosto.

Ordem de estreia também foi definida

No primeiro programa, Augusto Cury será o primeiro a aparecer, seguido por Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro e Lula. A sequência será alterada nos programas seguintes, conforme o sistema de rodízio previsto pelas regras eleitorais.

Outros candidatos à Presidência não terão participação na propaganda gratuita por causa das exigências legais relacionadas ao desempenho partidário.

Entre os nomes sem tempo no rádio e na televisão estão Renan Santos, Romeu Zema, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara e Wilson Grassi.

Pelas normas eleitorais, 10% do tempo disponível são divididos igualmente entre os partidos e coligações que atendem aos requisitos legais. Os outros 90% levam em consideração a representação das legendas na Câmara dos Deputados, de acordo com o resultado das eleições de 2022.

Campanhas adotam estratégias diferentes

Com o maior tempo disponível, a campanha de Lula prepara programas voltados à apresentação de ações do atual governo e à defesa da continuidade da gestão. Também estão previstas comparações com o governo de Jair Bolsonaro e críticas direcionadas a Flávio Bolsonaro.

A campanha de Flávio, por sua vez, pretende concentrar parte do material em temas econômicos, como preços, endividamento das famílias, crédito e dificuldades enfrentadas pelo comércio.

Gravações recentes utilizaram supermercados e unidades comerciais fechadas como cenário para reforçar essa linha de comunicação.

Também estão previstas peças com críticas ao governo federal e abordagens relacionadas a investigações e denúncias políticas.

Ronaldo Caiado deve aproveitar os primeiros programas para ampliar sua apresentação ao eleitorado nacional. A estratégia inclui destacar resultados obtidos durante sua passagem pelo governo de Goiás.

Augusto Cury também pretende utilizar a fase inicial para se apresentar aos eleitores. A campanha planeja incorporar relatos e demandas da população aos conteúdos que serão exibidos durante o período eleitoral.

Com a definição dos tempos e da ordem de estreia, as quatro campanhas com direito ao horário eleitoral entram na etapa final de preparação para uma das principais vitrines da disputa presidencial de 2026.