Da redação
A Meta, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, está proibida de reduzir a circulação de publicações políticas relacionadas aos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), por decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral. A determinação foi emitida após representação da Coligação Brasil Pronto pra Mais, de Lula, e estabelece multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
Segundo Bellizze, a empresa deve garantir isonomia entre as candidaturas, adotar medidas para corrigir falhas sistêmicas no impulsionamento de publicidades e inspecionar redes de perfis inautênticos citadas na denúncia. A Meta também está impedida de favorecer qualquer candidato por meio da Meta AI, sua ferramenta de inteligência artificial, e deve repor o impulsionamento contratado pela campanha de Lula que não foi entregue.
O ministro vetou ainda a veiculação para o público brasileiro de anúncios político-eleitorais não contratados por candidatos, partidos, federações ou coligações participantes do segundo turno, com destaque para anúncios pagos ou geridos por contas estrangeiras. Conforme a decisão, as medidas são de intervenção mínima e não atingem o conteúdo das manifestações, nem asseguram alcance garantido a nenhum dos lados.
A coligação alega que a Meta viola a paridade de armas, citando um vídeo publicado por Lula no Instagram em 7 de outubro, que teve mais curtidas que visualizações, o que, para a campanha, sugeriria supressão de alcance. Relatos também apontam que, em 13 de outubro, a Meta AI, no WhatsApp, recusou criar imagens relacionadas a Lula, mas produziu propaganda favorável ao adversário.




