Da redação
A corrida pelas eleições de 2026 no Nordeste já começa a tomar forma, embora a definição das chapas ainda dependa das negociações nacionais entre partidos. Em cinco dos nove estados — Pernambuco, Ceará, Sergipe, Piauí e Bahia — os atuais governadores buscarão um novo mandato, com disputas que mesclam nomes tradicionais e novos protagonistas. As vagas ao Senado prometem embates acirrados, enquanto as composições majoritárias seguem indefinidas em algumas regiões.
Em Alagoas, a disputa se concentra entre o grupo do senador Renan Calheiros (MDB), que controla o governo estadual e quer lançar Renan Filho ao governo, e o bloco de Arthur Lira (PP), cujo nome de destaque é João Henrique Caldas (PL), prefeito de Maceió. No Senado, Renan busca a reeleição, enquanto Lira almeja uma das vagas como forma de se manter relevante no estado e em Brasília. Outros possíveis candidatos são Marina Candia e Alfredo Gaspar.
Na Bahia, o cenário aponta para um novo confronto entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil), mas há debates no PT sobre a força eleitoral de Jerônimo, com a possibilidade de Rui Costa voltar como candidato. O PT quer lançar Rui Costa e Jaques Wagner ao Senado, o que pode excluir Angelo Coronel (PSD), resistente a abandonar sua reeleição.
No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) articula uma chapa para enfrentar o PT, defendendo o nome de Roberto Cláudio (União Brasil), que também pode buscar o Senado. O senador Cid Gomes (PSB), rompido com Ciro, apoia Elmano de Freitas (PT) para o governo e tenta renovar seu mandato no Senado, ao lado do petista José Guimarães, que conta com apoio de Lula.
O Maranhão vive fragmentação no campo governista, com Carlos Brandão (PSB) projetando Orleans Brandão (MDB) e o vice Felipe Camarão (PT) buscando se manter competitivo. O prefeito Eduardo Braide (PSD) surge como adversário forte, enquanto na Paraíba, o bloco governista avança para candidatura de Lucas Ribeiro (PP) ao governo, com Nabor Wanderley (PP) e João Azevedo (PSB) ao Senado, diante de disputa com Cícero Lucena (MDB) e Marcelo Queiroga (PL).
Nos demais estados, como Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, as alianças seguem em negociação, mas a tendência é de fortes embates entre blocos tradicionais, lideranças locais e influências nacionais, com destaque para Raquel Lyra (PSD), Rafael Fonteles (PT), Fátima Bezerra (PT) e Fábio Mitidieri (PSD) em busca da reeleição.






