Da redação
Os países-membros da União Europeia participaram de uma reunião de emergência sobre a crise migratória em Ceuta, concluída em Bruxelas. O encontro resultou em apoio à Espanha, acompanhado de ressalvas à política espanhola de regularização de imigrantes, considerada negativamente para o restante do continente, segundo Magnus Brünner, chefe de imigração do bloco.
Brünner explicou que a decisão da Espanha se relaciona principalmente ao recebimento de latino-americanos com afinidades linguísticas e culturais, mas advertiu que “o recado para o resto da Europa não é nada bom”. A iniciativa do governo Pedro Sánchez foi alvo de críticas indiretas em uma carta assinada por 22 países. Itália e Dinamarca lideraram questionamentos, enquanto Madri reagiu convocando o embaixador italiano após publicações contrárias.
A regularização anunciada pela Espanha contempla residência, mas não concede cidadania nem beneficia imigrantes que chegaram sem visto. Conforme Brünner, a nova lei europeia permitirá instalar “centros de retorno” fora das fronteiras do bloco e negociar com países terceiros a recepção de deportados. Seis integrantes da União Europeia negociam tais instalações. O pacto migratório ainda depende de implementação total.
Apenas Irlanda, França, Portugal e Luxemburgo não subscreveram o manifesto contra a política espanhola. Aproximadamente 70 mil dos 75 mil imigrantes ilegais que chegaram à península de Ceuta já retornaram ao Marrocos, segundo as autoridades, e houve 75 mortes registradas no episódio. Brünner afirmou que “a imigração ilegal diminuiu 55% nos últimos dois anos”.





