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Uso de cigarro eletrônico cresce 43% entre adolescentes do DF, apontam dados oficiais


Da redação

O consumo de cigarros eletrônicos entre adolescentes do Distrito Federal apresentou aumento expressivo, com 43% deles afirmando ter experimentado vapes ou pods, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024. No mesmo período, de acordo com o levantamento, a experimentação de narguilé nessa faixa etária caiu para 11,4%. A Vigilância Sanitária do Distrito Federal intensificou ações de fiscalização, resultando na apreensão de mais de 9.500 cigarros eletrônicos e na interdição de 78 estabelecimentos que comercializavam os produtos de forma irregular.

Mesmo com a proibição da venda desses dispositivos, eles são encontrados facilmente em comércios, distribuidoras de bebidas e eventos, segundo autoridades. Só neste ano, foram realizadas mais de 8.000 vistorias, com 329 autos de infração lavrados por venda irregular. Os valores variam conforme o modelo, com vapes de até 10.000 puxadas sendo vendidos por cerca de R$ 100, enquanto versões sofisticadas chegam a R$ 680 em plataformas digitais.

A Secretaria de Saúde aponta preocupações relativas à alta dependência causada pela nicotina dos cigarros eletrônicos e narguilés. “A água não funciona como um filtro e a fumaça inalada contém nicotina, monóxido de carbono, metais pesados e substâncias cancerígenas”, informou a secretaria. O pneumologista William Schwartz, do Hospital Santa Lúcia, destaca riscos como Evali (lesão pulmonar exclusiva do uso de vaporizadores), doenças cardiovasculares e complicações respiratórias graves.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, a comercialização dos cigarros eletrônicos ocorre de maneira descentralizada, combinando pontos físicos, redes sociais e aplicativos, o que dificulta a fiscalização. As investigações se concentram em identificar fornecedores, distribuidores e financiadores, visando mapear rotas de abastecimento e a estrutura financeira das operações ilegais, conforme informou a corporação.