Início Ciência e tecnologia 'Vaca do Cetáceo' descoberta há 100 anos é identificada como novo dinossauro-bico-de-pato

'Vaca do Cetáceo' descoberta há 100 anos é identificada como novo dinossauro-bico-de-pato


Da redação

Pesquisadores anunciaram a identificação de uma nova espécie de dinossauro herbívoro, batizada de Ahshislesaurus wimani, que viveu há cerca de 75 milhões de anos na região atualmente conhecida como Novo México, EUA. O animal faz parte do grupo dos hadrossaurídeos, os chamados “dinossauros com bico de pato”, conhecidos por seus grandes tamanhos e hábitos gregários. A descoberta será detalhada no Boletim do Museu de História Natural e Ciência do Novo México.

De acordo com o estudo, conduzido por Steven Jasinski, da Harrisburg University of Science and Technology, e Anthony Fiorillo, do New Mexico Museum of Natural History and Science, o A. wimani apresentava um crânio achatado e uma crista óssea baixa no focinho, podendo alcançar até 12 metros de comprimento. O coautor Jasinski destacou que os hadrossaurídeos eram essenciais nos ecossistemas do norte do Novo México no final do período Cretáceo.

Os fósseis do A. wimani, descobertos originalmente em 1916 e guardados no Smithsonian National Museum of Natural History, tinham sido classificados anteriormente como Kritosaurus. A reanálise dos materiais, incluindo parte do crânio, a mandíbula e vértebras, foi fundamental para distinguir a nova espécie. Fiorillo destacou a importância do crânio como peça-chave na identificação das diferenças entre espécies.

Comparações permitiram aos cientistas determinar que o Ahshislesaurus wimani é suficientemente distinto dos hadrossaurídeos já conhecidos, embora esteja intimamente relacionado ao Kritosaurus. “Nós pegamos um espécime que foi agrupado como um indivíduo de Kritosaurus e determinamos que ele tinha características anatômicas significativamente distintas para justificar ser seu próprio gênero e espécie”, afirmou Edward Malinzak, da Penn State University Lehigh Valley.

Ainda não se sabe exatamente como as espécies relacionadas coexistiram na mesma região, mas os pesquisadores acreditam que o estudo da história e distribuição dessas espécies pode ampliar o entendimento sobre os dinossauros com bico de pato e a diversificação do grupo no período Cretáceo.