Da redação
Dois vazamentos de rejeitos de mineração atingiram recentemente as cidades de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais, provocando danos ambientais cuja estimativa inicial de custos gira em torno de R$ 1 bilhão. Áreas de encostas, margens de cursos d’água e regiões próximas às barragens foram impactadas, tanto em zonas urbanas quanto rurais.
Segundo órgãos ambientais do estado, o incidente envolveu o rompimento ou falha estrutural de barragens contendo resíduos provenientes da extração de minérios. Técnicos realizam inspeções para checar a estabilidade de demais barragens e equipes de campo coletam amostras de solo e água para avaliar graus de contaminação em rios, córregos e potenciais riscos à saúde pública e à fauna local.
Os rejeitos de mineração, compostos por partículas finas de rochas e minerais, deveriam ser contidos pelas barragens para evitar danos ambientais. Em caso de vazamento, como o ocorrido, a lama tóxica se espalha, degradando vegetação, encostas e fontes de água, o que pode prejudicar o abastecimento em áreas urbanas e causar erosão.
Em Ouro Preto, autoridades e pesquisadores estão preocupados com o impacto sobre patrimônios históricos e o abastecimento de água. Em Congonhas, cresce a apreensão quanto à contaminação de áreas de preservação, mananciais e possíveis prejuízos ao turismo e à agropecuária. A estimativa de R$ 1 bilhão em danos abrange reabilitação ambiental, limpeza, tratamento de água e recuperação de estradas e estruturas de contenção.
O caso enfatiza a necessidade de fiscalização rigorosa e manutenção permanente das barragens de rejeitos em Minas Gerais. Especialistas defendem o uso de monitoramento em tempo real, planos de emergência e tecnologias avançadas como medidas para prevenir novos acidentes. As investigações sobre as causas e os trabalhos de contenção e reparação seguem em andamento.








