Da redação
O espetáculo infantil “A Comunidade do Arco-Íris”, única obra de Caio Fernando Abreu dedicada ao público infantil, chega ao CCBB Brasília após passar por São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A montagem, dirigida por Suzana Saldanha e com supervisão de Gilberto Gawronski, estreia na capital em 12 de março e permanece em cartaz até 29 de março. As sessões acontecem às sextas, às 16h, e aos sábados e domingos, às 11h e 16h. Os ingressos custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), disponíveis a partir de 4 de março no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB Brasília.
Inspirada no texto original de 1971, a peça aborda temas como confiança, respeito, amizade, democracia e convivência coletiva. O enredo acompanha brinquedos e seres mágicos vivendo em uma floresta afastada da poluição e do consumo desenfreado. Quando três gatos chegam ao local, surgem reflexões sobre convivência e diversidade, em um cenário que remete a uma festa hippie e valoriza a harmonia entre as diferenças. “Impressiona como, já em 1971, ele abordava a questão ambiental de maneira simples, sem militância”, ressalta Bianca Byington, que interpreta a Bruxa de Pano.
O elenco conta ainda com Raquel Karro, Gab Lara, Lucas Oradovschi, Lucas Popeta, André Celant, Renato Reston, Patricia de Farias, Aisha Jambo e Maksin Oliveira. A atriz Malu Mader faz participação especial em vídeo na abertura. O cenário interativo é assinado por Sérgio Marimba, com iluminação de Aurélio de Simoni e figurinos de Danielly Ramos, criando espaço lúdico para as crianças.
A direção musical é de João Pedro Bonfá, com músicas gravadas e ao vivo. A canção-tema, composta por Tony Bellotto e João Mader, foi gravada ao estilo rock’n’roll dos Titãs. O projeto conta com patrocínio do Banco do Brasil, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.
O CCBB Brasília, sede do espetáculo, foi inaugurado em 12 de outubro de 2000 no Edifício Tancredo Neves, projeto de Oscar Niemeyer, e se destaca por sua programação multidisciplinar e compromisso com a sustentabilidade e a democratização do acesso à cultura.






