A maioria dos lojistas dos segmentos de supermercados e mercearias, chocolaterias, floriculturas e cestas do Distrito Federal esperam aumento nas vendas da Páscoa de 2026. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio-DF, 62,5% projetam desempenho superior ao registrado no ano anterior, 30,8% preveem resultado semelhante e apenas 6,7% estimam retração. O indicador geral de vendas foi medido em 3,8%.
Para atender à demanda, 60,8% dos empresários ampliaram os estoques. Além disso, 83,3% pretendem investir em estratégias para atrair clientes, com destaque para as promoções (23,89%), ações de divulgação e propaganda (22,18%) e oferta de kits de produtos diferenciados (17,75%). “O resultado mostra que a Páscoa segue influenciando a economia do DF, gerando oportunidades para o setor de comércio e serviços”, explica o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.
Entre os estabelecimentos entrevistados, 77,5% pretendem reajustar os preços dos produtos, enquanto 22,5% devem mantê-los. A principal justificativa para o aumento é o repasse de custos por parte dos fornecedores, apontado por 85,5% dos entrevistados.

Consumidores
Pelo lado dos consumidores, 76,5% declararam intenção de presentear na Páscoa deste ano, índice maior que os 72,2% registrados em 2025. Entre os 23,5% que não pretendem comprar presentes, 47,5% afirmaram ter outras prioridades de gastos; 27,5% relataram dificuldades financeiras; 15% disseram não ter o hábito de presentear em datas comemorativas e 10% informaram não ter a quem presentear.
A disposição para o consumo também reflete no ticket médio do consumidor, que passou de R$ 233,98 para R$ 250,88 em 2026. Os produtos mais procurados devem ser os tradicionais ovos de Páscoa (47,6%) e chocolates ou trufas (37,3%), concentrando 84,9% das preferências de compra.

As lojas de rua ou de bairro (32%) e os supermercados (27,2%) aparecem como principais locais de compra. Na sequência, estão as lojas de shopping (25,6%), o comércio eletrônico (7,2%), as lojas de departamento (4,8%) e outros estabelecimentos (3,2%).
Segundo 47,7% dos clientes, descontos e promoções são o principal fator para recomendar uma loja. A qualidade dos produtos foi citada por 29,2% e o bom relacionamento com o estabelecimento por 11,5%. Entre os motivos para não indicar estão os preços elevados (41,5%), a qualidade considerada duvidosa (18,5%), e relacionamento ruim (16,9%).
A maior parte pretende realizar as compras no período da tarde (40,8%) ou à noite (39,2%). O sábado é o dia preferido para as compras, citado por 35,5%, seguido pelo domingo, com 21,1%, e pela sexta-feira, com 14,1%.
Em relação aos meios de pagamento, o crédito aparece como a modalidade utilizada por 38,5% dos consumidores, seguido pelo Pix (31,5%), débito, (19,2%) e dinheiro (10,8%). Entre os lojistas, 76,7% esperam predominância de vendas no crédito, 21,7% projetam maior uso de dinheiro ou Pix e 1,6% apontam o débito.
Metodologia
Os dados da pesquisa foram coletados entre 21 a 28 de fevereiro de 2026. A abordagem de consumidores ocorreu de forma aleatória, em diferentes pontos de circulação do DF, resultando em uma amostra de 170 respondentes.
Já a abordagem aos lojistas, direcionada aos proprietários e gerentes, deu-se de forma presencial, compreendendo uma amostra de 120 empresas dos segmentos relacionados à data comemorativa, concentrados em várias regiões do DF.
Fonte: Fecomércio-DF






