Da redação
A Venezuela anunciou nesta segunda-feira (12) disposição para avançar em uma “nova agenda” com a União Europeia (UE) e o Reino Unido, após reunião entre representantes europeus e o governo interino que assumiu o poder após a deposição de Nicolás Maduro.
O chanceler Yván Gil defendeu a abertura de “canais de diálogo” com a UE, relembrando a relação difícil entre o bloco e Maduro. No ano passado, o então presidente reduziu a três o número de diplomatas de França, Países Baixos e Itália na Venezuela.
A União Europeia impôs sanções ao círculo próximo de Maduro, apoia a oposição e exige a participação da líder María Corina Machado em uma possível transição política no país.
“Estamos dispostos a avançar em uma nova agenda, uma agenda de trabalho intensa, para o bem-estar de todos os povos da Europa e da Venezuela”, declarou Gil no palácio presidencial. A presidente interina Delcy Rodríguez recebeu os diplomatas europeus e britânicos junto ao presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, ao ministro do Interior, Diosdado Cabello, e ao chanceler.
Segundo Gil, houve consenso sobre a necessidade de buscar uma relação mais produtiva e de aprofundar canais de diálogo, com destaque para a revisão de acordos nos setores energético, educativo, científico, tecnológico e farmacêutico. O encontro, descrito como “franco, cordial, agradável”, ocorreu três dias após o início do processo de reaproximação diplomática entre Caracas e Washington, interrompido desde 2019.





