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Vereador Senival Moura, preso por suspeita de ligação com PCC, pede afastamento do PT


Da redação

O vereador Senival Moura, preso por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da empresa de ônibus Transunião, pediu o afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo. A decisão foi comunicada pelo Diretório Municipal do PT, que informou que Moura justificou o afastamento para “se dedicar à sua defesa” e evitar associar os recentes acontecimentos à legenda.

Senival é um dos três detidos na Operação Última Parada, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, que investiga a atuação da Transunião no transporte municipal. Dois suspeitos da operação estão foragidos. Conforme as autoridades, o vereador exercia controle efetivo da empresa, conduzindo a gestão financeira paralela, embora não integrasse formalmente a direção. Relatórios investigativos o descrevem como “detentor do poder de condução da estrutura paralela” e responsável por decisões sobre a movimentação informal de recursos.

A defesa do vereador declarou ter recebido a prisão com “profunda indignação” e destacou o “enorme surpresa” pela detenção ter sido determinada “às vésperas do período eleitoral”, levantando questionamentos. O advogado afirmou ainda que Senival confia na Justiça e acredita que a apuração demonstrará “a inexistência de qualquer conduta ilícita de sua parte”. Na mesma operação, foram presos Jair Ramos de Freitas, apontado como diretor informal da Transunião, e Devanil de Souza Nascimento, homem de confiança de Senival. Ambos são réus pelo assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da concessionária.

A investigação que resultou na prisão de Senival teve início em 2020, após o assassinato de Adauto, motivado, segundo a polícia, pela descoberta de desvios financeiros na Transunião. Ainda de acordo com os investigadores, Senival teria evitado ser morto ao prometer devolver valores desviados. Após a operação, a gestão Ricardo Nunes (MDB) decretou intervenção na empresa, prevendo controle por seis meses sobre bens e serviços da concessionária.