Da redação
O vice-presidente da Bolívia, Edmand Lara, afirmou que teme ser alvo de um processo forjado para justificar sua prisão, após ser alertado por membros da Polícia Boliviana sobre suposta ação do coronel Marcelo Ferrufino. Lara, atualmente em viagem à Espanha, diz temer por sua vida.
A denúncia de Lara ocorre após a prisão do procurador-geral boliviano, Roger Mariaca, acusado pelo governo de Rodrigo Paz de ligação com o narcotráfico. O vice-presidente vinha solicitando explicações sobre a detenção de Mariaca, responsável por investigações contra Fernando Cerimedo, assessor dos presidentes Rodrigo Paz e Javier Milei, da Argentina.
Segundo a doutoranda em ciência política Alina Ribeiro, da Universidade de São Paulo, Lara integra a oposição ao presidente Paz e questiona a influência política de Cerimedo no governo boliviano. A defesa de Cerimedo afirma que o cliente é vítima de armação política. O governo Paz não comentou as declarações de Lara até o momento.
O governo dos Estados Unidos, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, declarou apoio à prisão de Mariaca, enquadrando-a como parte da iniciativa Escudo das Américas, liderada por Donald Trump. Em nota conjunta, 15 países do bloco reafirmaram compromisso de proteger a segurança regional contra redes narcoterroristas e defender governos democraticamente eleitos.




