Da redação
Tran Nam Tu, vice-diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Informação do Ministério da Educação e Formação, afirmou durante a Conferência Internacional sobre Cooperação Educacional na Era Digital, realizada em Hanói, que o Politburo e o Secretariado divulgaram recentes resoluções com impacto direto na educação, ciência, tecnologia e integração internacional. Entre elas, destacam-se a Resolução nº 57, sobre avanços em ciência, tecnologia, inovação e transformação digital, a Resolução nº 59, acerca da integração internacional, e a Resolução nº 71, referente ao desenvolvimento da educação e formação.
Segundo Tran Nam Tu, o ecossistema nacional de inovação ainda enfrenta lacunas, principalmente a distância entre pesquisa e mercado. Ele alerta para a persistência desse problema estrutural, citando a falta de organizações intermediárias capazes de conectar pesquisadores, empresas e instituições de ensino. O vice-diretor aponta que a cooperação entre Estado, escolas e empresas concentra-se em objetivos de curto prazo, destacando ainda o foco excessivo em publicações acadêmicas em detrimento da comercialização de tecnologias.
O representante elenca cinco avanços institucionais recentes que visam facilitar a comercialização de resultados científicos, como a mudança de auditoria prévia para posterior, o reconhecimento legal dos riscos em pesquisa, maior autonomia para transferência da propriedade intelectual, o teste controlado de novas tecnologias (sandbox) e a aproximação entre os setores público e privado. Tran Nam Tu defende que a eliminação de barreiras institucionais deve ser seguida da reorganização eficiente da cadeia de valor, priorizando pesquisas orientadas por demandas práticas, estímulo à incubação tecnológica e valorização da propriedade intelectual.
Entre as recomendações para instituições nacionais, Tran Nam Tu sugere o uso pleno da autonomia universitária, o fortalecimento de escritórios de transferência de tecnologia e incubadoras, a revisão dos critérios de avaliação de cientistas por produtos aplicados, investimento em grupos de pesquisa estratégicos e atração de parcerias internacionais. Ele indica que a cooperação internacional deve evoluir da assinatura de acordos para a cocriação e copropriedade de resultados, promovendo redes de excelência e integração de empresas nas parcerias universitárias.




