Volta às aulas reacende alerta sobre transporte escolar seguro no DF


Da redação

Com o fim de janeiro, pais e responsáveis se preparam para a volta às aulas e enfrentam o desafio de escolher transporte escolar seguro para os filhos. Preço, compromisso e responsabilidade são fatores importantes, mas a segurança das crianças é o principal critério para a decisão.

A pedagoga Liliane Carvalho, 43 anos, contrata transporte escolar anualmente para a filha Valentina, de 11 anos, e destaca a necessidade de checar licenças, conduta do motorista e presença de monitor. “Existe o fator confiança — as avaliações dadas ao condutor e o histórico de manejo com as crianças”, afirma Liliane. Ela também considera essenciais a proximidade e pontualidade, pois atrasos afetam a rotina das famílias.

Segundo Luz Maria, proprietária de empresa do ramo, todos os veículos passam por três vistorias exigidas pelo Detran-DF, abrangendo questões como parte elétrica, cintos de segurança e estado dos pneus. Para ser motorista, é preciso cadastro e curso no Detran, além da CNH categoria D. Luz reforça que, em casos de imprevistos, os responsáveis são avisados imediatamente.

O Detran-DF lançou, este mês, a campanha Volta às Aulas: Como Escolher um Transporte Escolar Seguro, disponível nos canais oficiais da autarquia. “A regularização do transporte escolar é prevista no Código de Trânsito Brasileiro”, explica Ticiana Sanford Moreira Campos, diretora do órgão. Ela orienta que pais consultem no site o credenciamento do veículo por placa ou número de autorização.

Em 16 de janeiro, o Governo do Distrito Federal modificou o Decreto nº 37.332/2016, flexibilizando regras, como a regularização para aulas extras e universitários e a criação de um banco de dados de condutores, além de eliminar a obrigatoriedade de motorista substituto em cada veículo.