Da redação
Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, afirmou, em proposta de delação premiada rejeitada pela Polícia Federal, que o contrato firmado no valor de R$ 129 milhões com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, visava aproximar-se do magistrado, conforme divulgado em 28 de março.
Segundo declarações de Vorcaro, o contrato não gerou nenhuma contrapartida efetiva por parte do escritório de Viviane. O empresário detalhou que, apesar do montante expressivo, não houve prestação de serviços relacionada ao acordo. As informações constam dos relatos apresentados à Polícia Federal no contexto da proposta de colaboração.
Vorcaro acrescentou que sua intenção ao firmar o contrato era fortalecer a “relação institucional” com o ministro Alexandre de Moraes. Contudo, o empresário ressaltou que não recebeu nenhum benefício específico nem retorno por parte de Viviane Barci de Moraes em razão do acordo firmado entre as partes.
Apesar das informações prestadas por Vorcaro, a Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo empresário. As razões para a negativa da colaboração não foram detalhadas oficialmente, mas a recusa impede, a princípio, o avanço de eventuais benefícios processuais ao dono do Banco Master.
A reportagem destaca que Vorcaro disse à Polícia Federal que “o contrato com a mulher de Moraes não teve contrapartida”. Segundo o que foi apurado, o conteúdo da delação frustrada e as circunstâncias do contrato continuam em análise pelas autoridades competentes, sem decisões judiciais finais relacionadas aos fatos apresentados.
O caso chama atenção por envolver nomes ligados ao Supremo Tribunal Federal e contratos advocatícios de alto valor. Não há informações sobre eventuais processos judiciais em curso contra Viviane Barci de Moraes ou Alexandre de Moraes até o momento.





