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Xuxa aciona Justiça contra empresa por uso de imagem com inteligência artificial


Da redação

A apresentadora Xuxa Meneghel ingressou com uma ação judicial na Justiça do Rio de Janeiro contra a empresa Bagy Soluções de Comércio Digital. O processo foi protocolado após Xuxa identificar o uso de sua imagem em uma campanha publicitária veiculada na internet, produzida com tecnologia de deepfake, conforme divulgado nesta semana.

Segundo a defesa da apresentadora, o material publicitário teria sido manipulado digitalmente para criar a impressão de que Xuxa participava de uma ação promocional relacionada ao uso de inteligência artificial em vendas online. Os advogados alegam que a associação entre a artista e a campanha ocorreu sem qualquer autorização prévia.

A equipe jurídica de Xuxa argumenta que a publicidade criou um vínculo inexistente entre a apresentadora e o serviço anunciado. No processo, os advogados destacam que ela jamais autorizou a utilização de sua imagem para esse tipo de divulgação, reforçando a ausência de consentimento para o uso em campanhas digitais.

O pedido de indenização apresentado por Xuxa é de, no mínimo, R$ 100 mil. O valor solicitado refere-se à reparação pelo suposto uso indevido de sua imagem e identidade em uma peça publicitária produzida com recursos de inteligência artificial, segundo consta na ação protocolada na Justiça.

Até o momento, não houve novos desdobramentos públicos sobre o andamento do processo. A informação foi inicialmente divulgada pela coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo. O caso integra discussões recentes sobre o uso de deepfakes e a utilização não autorizada da imagem de personalidades em campanhas digitais.

A tecnologia de deepfake tem sido tema de debates no meio jurídico e artístico, especialmente quanto à proteção de direitos de imagem. O uso não autorizado de imagens de figuras públicas em conteúdos digitais tem motivado ações judiciais e levantado questionamentos sobre os limites da inteligência artificial em campanhas publicitárias.