Da redação
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira (27) a realização da eleição indireta para o cargo de governador do Rio de Janeiro, acatando pedido do PSD-RJ para que o pleito seja direto. Zanin, relator do processo, também determinou liminarmente que o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça e atual governador interino, permaneça no comando do estado até decisão definitiva da Corte.
A decisão de Zanin interrompe a sessão virtual do STF, que estava prevista para terminar na segunda-feira (30), e não há nova data definida para julgamento presencial. Segundo Zanin, as medidas visam discutir conjuntamente tanto a constitucionalidade das eleições diretas quanto as regras estabelecidas para o pleito indireto.
O debate foi reaberto depois que Zanin acompanhou voto do ministro Alexandre de Moraes, que defendeu eleição direta para o mandato-tampão até o fim de 2026. Moraes avaliou que a renúncia de Cláudio Castro (PL), ex-governador condenado na terça-feira (24), foi uma “manobra estratégica” para evitar a eleição direta, que poderia ser determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Moraes também votou para que Couto siga como interino até uma nova definição.
Antes da suspensão, os ministros do STF já haviam formado maioria para o voto secreto de deputados estaduais na eleição indireta e também para o prazo reduzido – apenas um dia – de desincompatibilização de cargos. O voto secreto, defendido pelo ministro Luiz Fux, visava evitar influência do crime organizado na escolha realizada pela Assembleia Legislativa do RJ.
O partido PSD, de Eduardo Paes, pré-candidato ao governo estadual, é o responsável pelo pedido de eleição direta para o mandato-tampão e afirma que ele aceita concorrer caso o pleito seja feito por voto popular.





