Da redação
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou que a Rússia interrompeu as trocas de prisioneiros de guerra desde outubro do ano passado. “Os russos paralisaram o processo. Não estão particularmente interessados em trocar pessoas, porque não sentem que isso lhes traga qualquer benefício”, declarou Zelensky à imprensa.
Apesar da suspensão, as trocas de corpos continuam ocorrendo. Na quinta-feira, a Ucrânia informou ter recebido da Rússia outros mil cadáveres de soldados ucranianos mortos em combate.
Zelensky também condicionou o fim dos ataques ucranianos a alvos energéticos ao término das ofensivas russas contra a infraestrutura energética do país. “Se a Rússia não atacar a nossa infraestrutura energética, instalações de geração ou outros ativos energéticos, nós não atacaremos os deles”, afirmou o presidente.
Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter pedido “pessoalmente” ao presidente russo, Vladimir Putin, que suspendesse os ataques devido às temperaturas extremamente baixas, previstas para chegar a 30 graus abaixo de zero na Ucrânia. Segundo Trump, a pausa duraria uma semana.
No entanto, na madrugada de sexta-feira, a Rússia lançou um míssil e mais de 100 drones contra a Ucrânia. De acordo com a Força Aérea ucraniana, “na madrugada de 30 de janeiro (a partir das 18h00 de 29 de janeiro), o inimigo lançou um míssil balístico Iskander-M (…) assim como 111 drones de ataque”. Os ataques atingiram 15 pontos do país e 80 drones foram derrubados pelas forças ucranianas.





