Da redação
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira, 26, em São Paulo, que não descarta alianças já no primeiro turno, incluindo o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), para viabilizar outra candidatura de direita. A declaração ocorre após áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro virem à tona.
Durante evento com investidores, Zema indicou que a definição sobre alianças deve ocorrer apenas próximo ao prazo final definido pela Justiça Eleitoral, até 15 de agosto. “Essas conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data limite”, declarou, ao comentar o cenário político da disputa presidencial.
Na avaliação de Zema, o contexto eleitoral ainda pode mudar significativamente até o final do processo, justificando um posicionamento definitivo apenas mais adiante. “Vai mudando à medida que o tempo avança, e acaba fazendo sentido essa definição tardia. Eu tenho dito que vou levar a minha pré-campanha e campanha até o final”, disse o ex-governador.
Mesmo com o compromisso de manter a candidatura própria, Zema destacou sua boa relação com Caiado, sinalizando possibilidade de composições. Questionado sobre a chance de ser vice, respondeu de forma descontraída: “Não pode ser o contrário?” Além disso, ressaltou a convivência administrativa com outros governadores e as semelhanças entre Minas e Goiás.
A respeito da disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Zema afirmou que haverá união no campo da direita no segundo turno, independentemente de quem avance. De acordo com a última pesquisa Datafolha, publicada em 22 de março, Lula aparece com 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro no segundo turno, marcando oscilações após recentes revelações.
No evento, Zema ainda criticou Flávio Bolsonaro, sugerindo que a crise envolvendo o banco Master pode impactar candidaturas associadas ao episódio. Também atacou a condução de políticas sociais e de segurança pública, propondo regras mais rígidas para beneficiários do Bolsa Família e maior responsabilidade policial na formulação de políticas para o setor.






