Da redação
O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo-MG), declarou que, caso eleito, pretende endurecer as regras dos programas de transferência de renda. A intenção, segundo ele, é condicionar a manutenção dos benefícios sociais à aceitação de empregos formais pelos beneficiários, conforme afirmou em entrevista ao programa Canal Livre.
Zema destacou que não propõe extinguir os programas sociais existentes, mas criticou o que considera aumento da dependência dos auxílios governamentais. De acordo com o pré-candidato, o objetivo é combater irregularidades e direcionar os benefícios para quem realmente necessita do apoio estatal no país.
Durante a entrevista, o pré-candidato afirmou: “Programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Mas sabemos que tem muita fraude que eu vou combater e também não vou pagar auxílio do governo para os marmanjões”. Ele ainda relatou observar casos de pessoas que optam por não trabalhar para permanecer recebendo benefícios.
Romeu Zema mencionou visitas a cidades do interior onde identificou vagas de emprego formal disponíveis enquanto, segundo ele, parte dos potenciais trabalhadores preferia permanecer em casa recebendo auxílio. De acordo com o pré-candidato, seu plano é utilizar o Sistema Nacional de Emprego (Sine) e as secretarias municipais de assistência social para monitorar oportunidades ofertadas a beneficiários.
Segundo a proposta apresentada, aqueles que recusarem vagas formais sem justificativa poderiam perder o benefício social. Zema afirmou considerar modelos europeus, permitindo recusa da primeira vaga oferecida, mas tornando obrigatória a aceitação a partir da segunda proposta de emprego.
O pré-candidato concluiu que “o objetivo é garantir que o recurso público chegue a quem realmente precisa e não sirva como desestímulo ao mercado de trabalho formal”. As discussões sobre possíveis mudanças em programas sociais ganham relevância no contexto do debate eleitoral de 2024.






