Da redação
Os governadores Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Romeu Zema (Novo-MG) anunciaram esta semana que vão deixar os cargos para disputar as eleições de outubro. Zema transmitirá o comando de Minas Gerais para Mateus Simões (PSD) no próximo domingo, 21, enquanto Ibaneis passará o governo do Distrito Federal para Celina Leão (PP) em 28 de março, um sábado.
Os novos titulares assumem o Executivo com o objetivo de ganhar visibilidade e concorrer a mais um mandato, mantendo seus grupos políticos no poder. Zema, apesar de ser cotado para compor como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), reafirma o plano de lançar uma candidatura própria ao Palácio do Planalto. Já Ibaneis pretende disputar o Senado por Brasília, mesmo enfrentando resistência de bolsonaristas e desgaste devido ao inquérito da Polícia Federal envolvendo o BRB.
Segundo a legislação eleitoral, governadores em segundo mandato consecutivo, caso de Zema e Ibaneis, devem renunciar até 4 de abril para disputar outro cargo. Ratinho Júnior (PSD-PR), Eduardo Leite (PSD-RS) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) também são esperados para deixar os governos e testar novamente sua popularidade nas urnas.
No Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) sinaliza a intenção de concorrer ao Senado, mas a vacância deixará o estado sob eleição indireta, já que o vice, Thiago Pampolha, assumiu cargo no Tribunal de Contas. Castro ainda aguarda julgamento na Justiça Eleitoral, marcado para o dia 24, sobre suspeitas de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
No Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra (PT) abandonou o plano de disputar uma vaga no Senado devido ao rompimento com o vice, Walter Alves (MDB), que optou por concorrer a deputado estadual. Com isso, Fátima seguirá à frente do governo do estado.







