Da redação
Dezessete mulheres, 34% das cadeiras, foram eleitas governadoras nos Estados Unidos, um recorde que pode crescer com duas disputas ainda abertas. Elas assumirão em janeiro de 2027. Os dados são do Centro de Estudos sobre Mulheres e Política (CAWP), da Universidade Rutgers, e do Joint Center for Political and Economic Studies.
Na disputa pelo governo do Kansas, a democrata Cindy Holscher liderava o republicano Ty Masterson, com 50,27% dos votos e 98% das seções apuradas. Ela declarou vitória, mas a contagem não terminou. No Alasca, Jonathan Kreiss-Tomkins, democrata, tinha 49,2%, contra 29,2% de Bernadette Wilson, republicana, com 74% das seções apuradas.
Quatorze das futuras governadoras são democratas e três, republicanas. Elas comandarão Virgínia, Nova Jersey, Texas, Rhode Island, Oregon, Ohio, Nova York, Novo México, Minnesota, Michigan, Maine, Massachusetts, Geórgia, Arizona, Tennessee, New Hampshire e Arkansas.
Keisha Lance Bottoms será a primeira mulher negra a governar um estado americano; Debra Haaland, a primeira indígena; e Gina Hinojosa, a primeira governadora latina do país. Ohio, Tennessee, Minnesota e Texas terão mulheres no comando pela primeira vez. Cinco homens negros também foram eleitos governadores, um recorde; nunca dois ocuparam esses cargos simultaneamente.
No Congresso, 145 mulheres foram eleitas para as duas Casas, 27,1% das cadeiras, abaixo das 152 atuais. A Câmara tem 122 eleitas e pode superar o recorde de 127, de 2024, com seis disputas entre mulheres; o Senado elegeu 23. No Brasil, a eleição deste ano escolheu três mulheres para 27 governos estaduais, 11%.




