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41 votos para comandar o Senado levam Rogério Marinho a planejar viagens pelo país

Da redação

O senador Rogério Marinho (PL-RN) pretende percorrer o país para mobilizar a base bolsonarista e buscar votos para sua candidatura à Presidência do Senado. Quatro aliados descrevem a estratégia como uma tentativa de consolidar o apoio da direita.

A estimativa é de 38 votos firmes entre os 81 senadores, mas Marinho precisa de 41 para vencer. A base reúne PL, Novo, Republicanos e PP, partidos de direita e centro-direita. Tereza Cristina (PP-MS) também é candidata do grupo. O voto é secreto, e Marinho defende que os senadores anunciem previamente sua escolha.

O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) aposta em ao menos cinco votos do PL e em apoios de outras siglas de direita, com negociações por cargos no governo Lula (PT), em agências reguladoras, relatorias e funções legislativas. Também escolheu o senador Eduardo Gomes (PL-TO) para relatar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que define regras para o Orçamento.

Marinho pretende convidar o senador Efraim Filho (PL-PB), aliado de Alcolumbre, para coordenar a campanha. Os dois foram companheiros no DEM e no União Brasil. Efraim, que foi líder do União Brasil no Senado, declarou: “É um outro momento. Fui líder do União Brasil, mas agora estou no PL e vou seguir junto com a bancada e com o Rogério”.

Marinho prepara uma carta programática para buscar apoio do centro. O documento deve dizer que ele não será um presidente do Senado de oposição ao governo ou ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas defenderá a independência do Legislativo e não poupará ministros do Supremo em caso de desvios de conduta.