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BRB projeta salto nacional com compra do Banco Master, diz Paulo Henrique Costa

Da redação do Conectado ao Poder

Presidente do BRB afirma que aquisição amplia alcance e competitividade do banco, com foco em crédito mais barato e expansão estratégica

A aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) marca um novo capítulo na expansão da instituição pública, que tem se consolidado como um dos protagonistas do setor financeiro nacional. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, destaca que a operação, aprovada pelo Conselho de Administração em março, permitirá ao banco oferecer serviços mais competitivos e alcançar um público ainda maior. “Será um grupo financeiro mais forte, com capacidade de entregar crédito em condições mais vantajosas para clientes de todo o país”, afirmou.

Sob a gestão de Costa desde 2019, o BRB cresceu de forma acelerada, saindo de 650 mil para 8 milhões de clientes. O banco expandiu sua presença além do Distrito Federal e fortaleceu sua atuação em segmentos como crédito habitacional, onde passou de 2,8% para 54% de participação no mercado local. Agora, com a integração de parte dos ativos do Master, que possui uma base de 10 milhões de clientes, o BRB deverá subir da 23ª para a 16ª posição entre os maiores bancos do país, com um patrimônio total de R$ 110 bilhões.

A operação prevê a aquisição de 49% das ações com direito a voto e 58% do capital total do Master, por cerca de R$ 2 bilhões — metade à vista e o restante em até seis anos. A transação será feita com recursos próprios e ainda depende da aprovação do Banco Central e do Cade. Para Costa, essa movimentação não representa socorro a uma instituição privada, mas sim uma estratégia de fortalecimento do BRB, que manterá posição majoritária no novo conglomerado. “Estamos formando um grupo onde a parte do BRB será superior ao valor de mercado do banco Master hoje”, garantiu.

Além de reforçar sua liderança no DF, o BRB pretende crescer em áreas estratégicas como o crédito consignado e o câmbio. A expectativa é ampliar a oferta de cartões com desconto direto na folha de pagamento e atuar de forma mais robusta em serviços para empresas. “Se quisermos um banco público mais forte no país, este é o caminho. A resposta está no avanço que a população do Distrito Federal já experimenta”, concluiu Costa.