Da redação do Conectado ao Poder
Presidente assinou documento em Lyon para ampliar a cooperação internacional na repressão a crimes transnacionais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve na sede da Interpol, em Lyon, na França, onde assinou uma declaração de intenções para ampliar a cooperação entre o Brasil e a polícia internacional no enfrentamento ao crime organizado. O objetivo é integrar esforços no combate a redes criminosas transnacionais e fortalecer a atuação conjunta entre as forças de segurança.
Segundo Lula, o avanço do crime organizado no mundo é resultado direto da globalização e, por isso, requer respostas coordenadas. “A expansão do crime internacional é uma das consequências perversas da globalização”, declarou o presidente. Ele destacou ainda a importância de sufocar as fontes de financiamento das organizações, principalmente por meio do combate à lavagem de dinheiro.
Durante a visita, Lula elogiou o papel da Interpol no rastreamento de criminosos perigosos e na proteção de vítimas de tráfico humano e crimes ambientais. “A Interpol atua na busca e apreensão de alguns dos criminosos mais perigosos do planeta, combate o terrorismo, resgata vítimas de tráfico e de exploração sexual, e protege o meio ambiente”, afirmou.
O acordo firmado prevê ainda apoio à modernização dos órgãos de segurança do Brasil e da América Latina, além da promoção de práticas policiais que respeitem os direitos humanos e protejam grupos vulneráveis. A iniciativa ocorre no momento em que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi incluída na lista de procurados da Interpol, após ser condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), acusada de envolvimento em invasão de sistema judicial com auxílio de um hacker.






