Da redação
A Defesa Civil de São Paulo anunciou na terça-feira, 13, que cinco imóveis atingidos por uma explosão ocorrida na segunda-feira no Jaguaré, zona oeste da capital paulista, serão demolidos devido ao alto risco estrutural. Outros 14 imóveis seguem interditados, aguardando obras de recuperação antes de serem liberados para os moradores.
Os técnicos da Defesa Civil e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) vistoriaram 105 imóveis na área afetada, tendo liberado 86 para o retorno imediato das famílias. As vistorias continuam, com apoio das concessionárias Sabesp e Comgás, para avaliar os demais imóveis e garantir a segurança da população local.
Os imóveis receberam classificação de risco em quatro categorias. Os enquadrados na cor verde foram considerados aptos para ocupação, com danos leves como vidros quebrados e eletrodomésticos danificados, que serão ressarcidos pelas concessionárias. Na categoria amarela, moradores podem apenas retirar pertences pessoais.
Imóveis classificados como laranja permanecem interditados e só têm acesso permitido com acompanhamento da Defesa Civil, necessitando de reformas para futura liberação. Já aqueles no nível vermelho, em número de cinco, apresentaram risco elevado de desabamento e terão que ser demolidos, conforme determinação do órgão.
A explosão ocorreu na comunidade Senhora das Virtudes 2, entre as ruas Doutor Benedito de Moraes Leme e Piraúba. Segundo informações preliminares, um vazamento de gás identificado durante obra da Sabesp pode ter causado o acidente. Moradores relataram que já sentiam cheiro de gás horas antes da explosão e receberam orientação para não acender luzes ou fogão.
O acidente deixou uma pessoa morta e três feridas; uma vítima já teve alta, outra segue estável e a terceira permanece em estado grave. Segundo as concessionárias, 194 pessoas foram cadastradas para receber auxílio emergencial, que passou de R$ 2 mil para R$ 5 mil. Algumas famílias estão acolhidas em hotéis.







