Da redação do Conectado ao Poder
O governador de Goiás defendeu a equivalência entre decisões judiciais brasileiras e sanções internacionais, em meio à crise política.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, comentou recentemente sobre a crise política entre Brasil e Estados Unidos, associando a sanção imposta aos EUA contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, com a tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante uma entrevista no dia 30 de julho, Caiado fez essa comparação, enfatizando que as sanções são uma forma de controle que não se desvincula da soberania nacional.
A sanção, que é inédita para uma autoridade brasileira, foi anunciada pelo governo dos EUA com base na Lei Global Magnitsky. Esse instrumento é utilizado para punir indivíduos por graves violações de direitos humanos e corrupção. “Foi interessante ver uma mudança na avaliação de uma figura que agora é alvo das sanções americanas”, disse Caiado, ao questionar a severidade da medida.
Ronaldo Caiado fez um paralelo peculiar durante a conversa, ao afirmar que, assim como a tornozeleira de Bolsonaro, que simboliza as consequências de ações passadas, a sanção é um reflexo de tensões políticas que envolvem o Brasil e os EUA. Ele argumentou que essa situação não deve ser vista como um episódio isolado, mas como parte de um contexto maior de atritos internacionais.
Em meio a esse cenário, o governador ainda se posicionou sobre a influência da crise gerada pelas tarifas americanas sobre as exportações brasileiras. Ele acredita que há um interesse de setores dentro do governo brasileiro em prolongar essa crise, sugerindo que isso pode ser usado como uma ferramenta política.
Caiado, que se posiciona como pré-candidato à presidência em 2026, já expressou a intenção de promover uma “anistia ampla, geral e irrestrita” para os investigados nas manifestações ocorridas em 8 de janeiro. Ele comparou essa proposta a uma anistia dada no passado pelo então presidente Juscelino Kubitschek.
O governador finalizou destacando que, caso seja eleito, sua prioridade será a anistia, além de desejar trabalhar em prol de uma resolução pacífica para as relações entre o Brasil e outras nações, numa tentativa de estabilizar o clima político e econômico do país.






