Da redação do Conectado ao Poder
Após ter celular, cadernos e passaporte apreendidos ao desembarcar no Galeão, pastor critica Alexandre de Moraes e convoca manifestação para o 7 de setembro

Horas depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, o pastor Silas Malafaia divulgou um vídeo em suas redes sociais, durante a madrugada desta quinta-feira (21), em que dispara duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O líder religioso afirma estar sendo perseguido por suas posições políticas e declarações públicas.
Segundo Malafaia, agentes da PF apreenderam seu celular, três cadernos com anotações de mensagens bíblicas e seu passaporte. A medida foi autorizada pelo ministro Moraes, no contexto de uma investigação que apura tentativa de obstrução de Justiça e suposta coação em favor de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Em sua fala, o pastor classificou Moraes como “ditador de toga” e acusou o magistrado de promover uma “perseguição religiosa sem precedentes”.
A decisão judicial menciona que Malafaia teria aconselhado aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro a pressionar o Judiciário com informações falsas e ações articuladas, inclusive no exterior. A Polícia Federal também identificou conversas entre o pastor e Bolsonaro, nas quais Malafaia teria sugerido vincular a concessão de anistia a sanções internacionais, como parte de uma estratégia política. Apesar disso, ele ainda não foi formalmente indiciado, mas está proibido de sair do país e de manter contato com outros investigados.
No vídeo, Malafaia se mostra indignado com a apreensão de seus materiais. “Aonde vamos parar? Aprenderam meu passaporte como se eu fosse um criminoso. Eu sou um líder religioso reconhecido internacionalmente”, disse. Ele ainda criticou o vazamento de informações do inquérito para a imprensa e reforçou que seguirá denunciando o que chama de “crimes do ministro”. Ao final, convocou seus seguidores para um ato no 7 de setembro, na Avenida Paulista.






